Fora da Órbita (ORIGINAL)

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Fora da Órbita (ORIGINAL)

Mensagem por Emanuele em Seg Ago 04, 2014 11:47 pm

Trata-se de uma história original. Qualquer semelhança é mera coincidência.

Sinopse

             
Paloma é uma jovem órfã. Ela nunca ligou muito para o dinheiro, sempre se preocupou em ajudar ao próximo. É uma seguidora fiel do "Carpe Diem". Foi abandonada pelos seus pais quando era muito nova e por isso viveu em orfanatos e começou a trabalhar cedo para garantir seu sustento, já estava acostumada com a solidão quando um acontecimento mudou toda a sua vida. Nunca fora uma menina amargurada, pelo contrário, estava sempre alegre. Inteligente, determinada, persuasiva, simpática e batalhadora. Poderá o mundo compreendê-la ou corrompê-la? O que será que levou os pais dela à ter a absurda ideia de abandoná-la? Será que tudo é mesmo como se vê? Será que tudo é uma questão de escolha, destino ou sorte?

Classificação
: +16
Categoria: Original
Personagem principal: Paloma Duarte.
Gênero (s): Ação, Amizade, Aventura, Drama, Romance e Tragédia.
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo, Violência.

ps: A princípio eu comece com uma simples fanfiction da Paloma, mas daí recebi conselhos para transformar em um romance original, contudo mantive o nome em homenagem a PD e a vocês que passaram a ler. Estou postando aqui, mas ela esta sendo postada desde o seu ínicio no wattpad e no blogger (que irei excluir, uma vez que temos esse espaço para "fanfics" da Paloma)

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Capitulo 1

Mensagem por Emanuele em Seg Ago 04, 2014 11:50 pm



Ao contrário do que dizem por aí, não acredito que o mundo esteja acabando e sim começando. Existem pessoas que acreditam no "acaso" e no "destino", eu não sigo essa corrente. Suponho que me entender é impossível e talvez, apenas talvez, ninguém queira perder tempo lendo minhas palavras, minhas angústias, meus sonhos e minhas loucuras.

Dizem que viemos do pó e quando morremos voltamos a ser pó. Faz sentido mas não me preocupo com isso. Eu prefiro acreditar que há sempre algo mais, que a vida é algo superior e que vai além da nossa mente muitas vezes limitada. Já pensou se seu ancestral viesse de outra galáxia? se sua origem surgisse de uma estrela ou se fosse uma célula que nasceu tóxica e morreu Atóxica?

São tantas crenças, culturas, raças, cores e as pessoas se prendem a isso, eu não. Eu gosto de observar e tentar compreender ao próximo. Não sou perfeita, não me entendam mal. Eu sou apenas uma "anormal" vivendo em um mundo cheio de "normais". Eu gosto de pensar que as pessoas são livros à serem lidos e nunca uma folha apenas.
E nesse mundo tão minúsculo e complexo; eu finjo, questiono, minto para mim mesma, me perco, brigo comigo e ao final, me reinvento. São tantas batalhas, só quero ter a chance de curar as minhas feridas, que algo ou alguém me marque a alma e que eu possa conquistar aquilo que não sei explicar aos normais. Sabe, esse sentimento que todo sabem o nome mas que poucos conseguem sentir de fato e demonstrá-lo.

Embarque nessa viagem comigo e tente aproveitar algo!

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Capitulo 2

Mensagem por Emanuele em Seg Ago 04, 2014 11:59 pm

Era uma manhã fria na cidade de Marília. Naquele dia acordei cedo como sempre, peguei o carro e manejei até o centro. Deixei o carro no estacionamento, saudei os seguranças, adentrei conversando com uma colega e quando entramos no elevador para o 6º andar daquele prédio, deparei-me com ele. Ninguém mais, ninguém menos que Bruno.

Sobrancelha grossa, cabelos lisos e negros. Rosto comprido e sempre com um cavanhaque. Olhos encapsulados, alegres e penetrantes. Certamente era bonito, algumas das mulheres suspiravam ao falar nele e tinham uma série de adjetivos para aquele homem. Eu diria que não é esse deus grego que pintam, é apenas charmoso.

Evitei encará-lo, não sei bem o que me ocorre quando o vejo, fico envergonhada. Ele saudou a minha colega com um sorriso de orelha à orelha, eu ignorei o gesto e de repente os botões daquele meio de transporte se tornaram muito interessantes.

—Está gostando do trabalho? -Perguntou triunfante e apenas o olhei de forma atravessada. Quem ele pensava que era? ora, meu chefe, droga!

—Está bom! -Limitei minhas palavras e olhei para a porta. Por que diabos aqueles segundos pareciam horas? mais um minuto com aquele "olho de bode" me estudando da cabeça aos pés e eu surtaria. Mulherengo desgraçado!

—Até mais! -Se despediu ao ver que as portas se abriram e Amanda saía rumo ao seu setor, deixando-me sozinha COM ELE. Droga, eu deveria ter ido pela escada!

As portas se fecharam e eu permaneci calada, imóvel. Ele pigarreou dando a entender que queria puxar assunto. O homem ia para o 7º andar e eu para o 6º. Passou a mão no queixo e começou a olhar para o espelho do elevador. Não sei com que pé acordei naquele dia, nem sou supersticiosa mas naquele momento eu praguejava contra mim mesma por ter levantado com o pé esquerdo. O elevador parou e apagou. Meu coração disparou e o desespero tomou conta de mim.

No impulso eu acabei esbarrando no homem. Pude sentir os braços dele me envolverem com cautela. O hálito quente saiu da sua boca e percorreu pela pele do meu rosto. Não resisti, estava assustada demais para protestar aquela companhia masculina.

—Bom, acho que ficamos presos. -Afirmou e quase que pude ver o riso do cafajeste.

—Ah, eu nem notei que estamos enclausurados no 4º andar até sei lá que horas! -Retruquei irônica ainda apoiada nele.

—Não se preocupe, logo sairemos daqui. -Avisou calmo.

Ouvi-lo tirava um pouco daquele pavor que eu sentia de lugares fechados, só que sentir sua pele tocando a minha era uma sensação desconcertante. Quando ele de maneira involutaria passou a mão nos meus cabelos longos e castanhos claros, pude ouvir a meu sangue pulsando freneticamente nas veias. Meu corpo se inclinou involuntariamente para acabar com aqueles poucos centímetros que eu mantinha de distância dele. Minhas defesas foram visivelmente destruídas por um apagão. Foi nesse momento que nossos lábios se encontraram e...



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Capitulo 3

Mensagem por Emanuele em Ter Ago 05, 2014 12:07 am

As luzes apagadas, aqueles braços fortes rodeando meu corpo e aqueles lábios quentes explorando os meus. Confesso que estava extasiada e por um instante esqueci de tudo, da falta de energia, do meu desgosto com aquele homem e do estresse com o meu serviço. As luzes piscaram por alguns segundos e isso foi suficiente para eu voltar à razão e me separar dele. Tateei a minha bolsa atrás do meu celular mas não consegui achá-lo, esse é o preço que uma mulher paga por trazer na sua bolsa o mundo. Eu estava louca para sair dali, por instinto acabei esmurrando o metal do meio de transporte, na verdade eu queria socar era aquele marmanjo atrevido, como ousa me beijar? Como ousa deixar em mim seu gosto de menta?


—Duvido muito que as paredes do elevador sintam a sua ira. -Comentou e pude sentir o excesso de veneno em cada palavra. Devia estar se sentindo o máximo o desgraçado.

—Se não calar a boca, provavelmente no escuro as paredes ousem cair sobre você! -Retruquei enérgica.

—Não me importo se você estiver ao meu lado. -Declarou me procurando e finalmente puxou-me pelo antebraço contra si. Nesse momento as luzes se acenderam e pude ver aqueles lábios carnudos próximos aos meus, sentia que aqueles olhos castanhos estudavam cada centímetro do meu rosto até fixarem-se em meus lábios rosados por causa do batom. Com as costas de um das mãos ele acariciou minha face. Com a outra tocou-me o queixo e beijou-me com volúpia.

Sua língua úmida jogava com a minha, sentia o calor percorrendo nossos corpos. Luxúria e paixão provenientes daquele ato impensado. Eu estava com as mãos prostradas no peitoral masculino, uma alça da minha bolsa deslizava no meu ombro, estava embasbacada. Quando buscávamos oxigênio, ofegantes, ele me deu um beijo esquimó e nos separamos. O elevador parou e antes de as portas se abrirem, com repulsa lhe dei um tapa no rosto.

—Não vou ser o seu prato do dia! -Disse antes de sair. Ele levou a mão ao rosto.

Senti meu rosto formigar de ódio e corri para o WC. Depois que me recompus, sai caminhando até o meu setor e de repente o corredor parecia muito extenso e a vergonha se impregnara em mim. Até as paredes pareciam olhar para mim com ar de repreensão. Droga, eu beijei o meu supervisor?!

Cheguei e as meninas logo começaram a puxar assunto, foram 5 minutos ouvindo a Silvana falar do monte de boletos que tinha que conferir e protocolar. Meu pensamento estava longe, um andar acima, digamos. As horas passaram rápido. Cada vez que aquele maldito telefone tocava eu pensava que era ELE para me chamar e me demitir, afinal, ele era acostumado a sair com as funcionárias e eu bati nele, feri o seu super ego com minha rejeição.

—Conseguiu terminar de protocolar as notas, Paloma? o malote vai amanhã. -Disse a minha chefe aparecendo de surpresa por trás de mim e eu quase dei um pulo da cadeira.

—Hã? Ah, o malote. Não, vou ter que ficar hoje. -Avisei me recompondo e sorrindo, aquele tipico sorriso amarelo que todo mundo vê como sendo de satisfação e alegria.

—Ok. Vou avisar ao Bruno que você e outras meninas ficarão fazendo hora extra à noite. -Informou com um sorriso de "Adoro essa sua dedicação!" e saiu.

Só ouvir aquele nome me causava um desarranjo na minha cabeça. Era 18h00 e eu tinha que jantar. Fui até a Copa e comi um sanduba com suco de maracujá. Todavia tinha alguns minutos e fiquei com as meninas confabulando...

—A Confraternização vai ser amanhã na fazenda, vocês vão? -Perguntou Thiara curiosa e animadíssima com aquela festa.

—Talvez! -Respondi apática.

—Como assim "talvez"? você tem que ir. Afinal, teremos alguns colegas gatinhos lá. rsrsrs. -Informou Silvana.

—Hahahaha. Você sabe que não gosto de "pescar" nesse rio, morena. Os homens daqui são muito bobos, moleques e presumidos. -Falei e notei que elas arregalaram os olhos e começaram a fazer mímica com a boca, estavam tentando me avisar algo.

—O que foi? falei alguma mentira? -Questionei as duas e quando vi que estavam num estado de inércia, me virei e deparei-me com ele.

—Também penso assim de algumas mulheres da empresa. -Falou em um tom provocante e com aquele sorriso que hipnotiza até Medusa.

—Que bom. Ops, já deu a hora de voltar ao trabalho! -Olhei para o relógio de pulso e agradeci aos deuses por conseguir sair daquela sinuca de bico que me meti.

—Nós e o Pedro, te esperamos amanhã na festa! -Falou Thiara em tom de despedida e burla, vendo-me sumir feito fumaça.

Terminei de protocolar aquelas benditas notas, chequei mais uma vez meus e-mails e constatando que não havia mais nada pendente eu desliguei o computador. Estava um enorme silêncio. Todos daquele andar haviam ido embora, todos estavam em suas camas exceto eu. Me espreguicei na cadeira, peguei minha bolsa e sai rumo ao elevador. Ah, aquele elevador!

Cheguei ao estacionamento escuro e como pressa abri a porta do carro. Dei partida no automóvel e ele não pegou. "Droga!", praguejei e sai do veículo para olhar o motor, como se isso fosse adiantar algo. Numa fração de segundos senti uma mão me tocar...

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